sábado, 10 de outubro de 2009

Velóz







E naquele instante , tudo parou .
O seu bater parou no correr daquelas palavras silênciosas.
Envolveu-se no tempo, deu meia volta , deixou a sua mão cair , o vento embalava os cabelos finos e armoniosamente um sorriso fingido transparecia o que os seus olhos fechados escondiam , um passo , mais um passo que me deixava para traz o seu rasto desaparecia .
Precisava da sua inspiração , da sua alma do seu contexto , e assim que te vi partir lentamente , senti dentro de mim , que por fora deixára de existir.
Afinal quem garantiu que a vida é feita de caminhos , igualmente faceis.?
Teu corpo caminhava , mecanicamente , andavas ...
O teu rosto , desaparecido no tempo , o teu rosto que esse corpo levava.

Deixei o meu suporte fixo , enquanto o meu conteudo nunca te viu partir.



«Deixei o meu corpo , oco e assim parti contigo »

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